quinta-feira, 18 de abril de 2013
Luz e Trevas: a Eterna Batalha
Luz e Trevas: a Eterna Batalha
Geoffrey Hodson
A tradição oculta fala sobre a existência de uma fraternidade negra, pessoas que trabalham unicamente para o eu, que resistem ao processo de evolução e tentam distorcê-lo. Esses inimigos do progresso e da felicidade, chamados de “senhores da face escura”, são considerados a antítese da Grande Fraternidade Branca.
Quem se aprofunda no estudo da história, especialmente da evolução cultural e espiritual da humanidade, reconhece a existência de duas forças antagônicas: as forças do progresso e da expansão, de um lado, e as da decadência e da contenção, de outro. Essas forças opostas são, às vezes, chamadas de forças da luz e forças das trevas – expressões bastante utilizadas por oradores e escritores durante as duas grandes guerras do século vinte.
A Bíblia cristã também contém referências (embora notadamente obscuras) a uma guerra nos céus, sugerindo a existência de dois seres poderosos, uma deidade e um demônio, que desde a aurora da criação estão constantemente em guerra.
Uma definição geral para essas duas forças opostas deve levar em conta que todos os seres humanos altruístas, qualquer que seja seu nível de evolução, são expressões das forças da luz. Todos os seres humanos egoístas, do selvagem sensual até os cruéis e altamente intelectualizados inimigos da felicidade humana, são representantes das forças das trevas. Entre essas duas forças e seus representantes humanos é travada uma guerra perpétua, da qual as duas guerras mundiais foram uma expressão temporária no plano físico.
A sombra do homem
“O mal não tem existência per se. Ele não é mais que a ausência do bem, e existe somente para os que se tornam suas vítimas”, afirma A. P. Sinnett, em Cartas dos Mahatmas. O demônio não é mais que a sombra que o homem projeta quando vira as costas à luz. A natureza não é nem boa nem má; apenas segue uma lei imutável e impessoal.
A experiência da dualidade entre espírito e matéria, luz e trevas, movimento e inércia, expansão e contração faz com que o homem associe esses conceitos ao bem e mal. O ser humano julga os opostos conforme seu efeito. Se a resistência representa um apoio, é boa. Se traz prejuízos ou frustrações, é má.
O que é a escuridão que o homem classifica como má? É apenas matéria que não está exposta à luz. Escuridão é, simplesmente, matéria não-iluminada. O homem apelidou-a de má; para ele, o demônio personifica esse estado.
Espírito e matéria não são morais nem imorais, bons nem maus. Existem como opostos aparentes, só isso. Para o homem, parecem estar em oposição: a matéria resiste ao espírito. Da mesma forma, o ponto de apoio resiste à alavanca; sem ele, a força mecânica seria impossível.
Portanto, se for separado dos valores e da experiência humana, o mal, de fato, não existe; está apenas na mente do homem.
Trecho extraído do site: http://www.sociedadeteosofica.org.br/
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