quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Um estudo sobre Ervas - A História


A história do conhecimento sobre a virtude das ervas tem origem muito diversa tanto foram as fontes que o facilitaram: a inspiração, o instinto, o ensinamento dos animais e dos povos primitivos, as analogias de cor, forma exterior, gosto, etc...


Junto a essas causas principais, é preciso colocar outras, não menos importantes: a casualidade, a tentativa, a observação e, por fim, este conjunto de modalidades que constitui o empirismo sobre o qual se estabelece sempre a Medicina. Em essência, cada vegetal deve ser alimento e medicamento. A distinção entre as substâncias alimentícias, medicamentosas, e tóxicas existe somente em relação à dose em que são empregados finalidades de utilização. A rigor, se poderia entender por medicamento uma substância alimentícia que passa a fazer parte da constituição sanguínea. É por isso que a medicina natural rejeita a grande totalidade dos produtos químicos que nos fornecem substâncias estranhas ao organismo, e como tais, inúteis e prejudiciais. Ao contrário, vai buscar na natureza, uma grande despensa nutritiva, os produtos que o instinto, a observação, a tradição, entre outros indicaram como capazes de produzir mudanças proveitosas. Um exemplo disso é a utilização de plantas venenosas. A maioria delas só é prejudicial devido à dose às manipulações que sofrem nos laboratórios, onde são extraídos e aumentados enormemente seus princípios ativos.

Dar a uma pessoa uma leve infusão de dormideira para aliviar dores ou acabar com a insônia é uma coisa, dizem os especialistas. Porém, aplicar morfina e codeína, alcalóides extraídos do ópio, ou seja das dormideiras, seria o mesmo que envenená-la. Não há, segundo eles relação alguma entre a quantidade de efeito calmante, soporífero, que se necessita e a intensidade com que o medicamento atua. O mesmo acontece com qualquer alimento. Um ovo alimenta. Cinco causam indigestão, e vinte podem até matar. O grande princípio da medicina natural aí está: quando uma planta é venenosa por sua ação interna e geral, não significa que não se possa obter dela uma ação benéfica local e externa. 

Há algum tempo, também no mundo inteiro, as plantas vêm sendo usadas em grande escala para tratamentos cosmetológicos. O que no Brasil começou recentemente, quase que como um modismo, em vários países tem, inclusive, bibligrafias extensas. Preparados com ervas, polpas ou extratos de frutas, estes produtos hoje são muito importantes na cosmetologia. Os resultados que apresentam são os melhores possíveis, com uma vantagem sobre os produtos industrializados: a ausência de efeitos colaterais. Afinal, a maioria dos aditivos sintéticos podem causar problemas de alergias e sensibilização. Assim como a medicina natural, a cosmética das ervas e plantas, em geral tem como principal fundamento a dosagem certa dos princípios ativos para proporcionar os efeitos desejados. 

As ervas - Restrições

O grande problema do remédios tradicionais é que na maioria das vezes, provocam efeitos colaterais. Quando se toma um calmante, por exemplo, a sensação que se tem no dia seguinte é de grande sonolência. Um diurético pode causar queda de pressão, enquanto os revitalizantes costumam atacar os nervos. Sem falar em consequências bem piores. Por tudo isso, os famosos chazinhos de ervas são cada vez mais procurados. Chás, infusões, unguentos, pós, verdadeiras poções mágicas, começam agora a ser tirados dos velhos livros de receitas e transportados para vida moderna, no tratamento de males do fígado, útero, estômago, intestino, ovário, entre tantos outros. As ervas utilizadas na sua preparação têm a vantagem de atacar desde a simples dor de cabeça até a tosse mais persistente, sem contra-indicações. Além disso, melhoram o desempenho sexual, devido às suas propriedades energéticas, funcionando como verdadeiros afrodisíacos. 

Por volta de 1926, as plantas medicinais contavam com grande prestígio entre nós brasileiros. No entanto, depois da II Guerra Mundial, com o desenvolvimento da química orgânica, elas passaram a ser relegadas a segundo plano. De vez em quando, porém a descoberta da eficácia de alguma erva na cura de doenças fazia resurgir o interesse, o que vem ocorrendo atualmente, no caso do confrei e de algumas outras plantas.

Todo cuidado, porém é pouco. Utilizados de forma errada, os chás podem trazer prejuízos à saúde. Não tantos como os provocados pelos efeitos colaterais dos remédios da medicina tradicional, mas mesmo assim, os riscos são grandes, principalmente se tomados em excesso ou receitados para doenças que exigem cirurgia rápida. Usadas corretamente e com acompanhamento médico, as ervas medicinais podem ser de grande ajuda no tratamento de doenças e na sua prevenção. Cada chá tem sua preparação e indicação específica. É preciso tomar, ainda bastante cuidado ao misturar chás, pois pode ocorrer o antidotismo, ou seja, um cortar o efeito que o outro produz.

As ervas de flora brasileira tem uma longa lista de aplicações e ás vezes, uma mesma planta serve para diversos sintomas. Existem três maneiras básicas de se preparar as ervas medicinais: decocção, infusão e maceração. Na decocção, põe-se a planta em água fria, no fogo, deixa-se ferver por 5 à 10 minutos e, depois mantém-se a panela tampada, durante 15 minutos. Na infusão, coloca-se a erva no fundo de um bule, despejando-se àgua fervente em cima. Deixa-se a vasilha bem tampada por 15 minutos, para que a água quente possa extrair as substâncias medicamentosas. Para se fazer a maceração, põe-se a planta na água, vinho ou álcool, deixa-se por uma noite ou por uma semana, até obter-se umm preparado exato e eficaz. 

As Ervas que Curam - Receitas caseiras 


* O chá de verônica e o chá de quixaba são remédios para inflamações nos ovários, útero e contra o corrimento. Misture 1 colher de sopa do extrato com um pouco de água. Tome uma vez por dia. Para higiene íntima, dilua 1 colher do extrato em um litro de água, lavando interna e externamente os órgãos genitais.


* Para aliviar as tensões do dia-a-dia, tome chá de tília com chá de folha de alface. Misture um pouco de água quente com a tília e beba. Faça o mesmo, em separado, com o chá de alface. Para obter melhores resultados, deite-se em um quarto escuro e coloque compressas de chá de alface sobre os olhos por dois minutos. Isso ajuda combater, também as cefaléias de tensão, dores de cabeça em horários determinados, provocados pelo estress.


* O chá de erva-pombinha é ótimo diurético, se tomado com folhas de abacate, duas vezes ao dia, de manhã e á noite.


* Contra dores musculares, um balsámo perfeito: mistura de azeite de antiroba com cabacinha. Esquente e distribua sobre a parte afetada.


* Se o seu problema é o intestino preguiçoso, cozinhe 100 gramas de cevada moída, com 50 gramas de malte em grãos, em 1 litro de água, por meia hora. Coe e adoce com açúcar mascavo. Beba entre as refeições. 


* Outra receita para melhorar o funcionamento dos intestinos: Xarope de alcaçuz. Coloque 100 gramas de alcaçuz de molho em meio litro de água. Junte 500 gramas de açúcar mascavo e cozinhe até adquirir consistência de xarope. Beba um cálice de licor por dia. 


* Para combater o desânimo e o cansaço, um bom energético feito com a erva de chapéu-de-couro, guaraná em pó e mel. Catuaba e gengibre, além de suco de frutas do norte, como tucumã e o cupuaçu, também são excelentes fontes de energia. Tome 2 doses diárias e logo você vai se sentir bem disposta.


* Algumas infusões, feitas com ervas aromáticas, normalmente usadas na fabricação de perfumes, têm poder curativo. O chá de manjericão é anti-séptico, cicatrizante, excelente para dores de estômago e curar feridas. A bergamota é tônico e estimulante, combatendo a fraqueza orgânica, a insônia e a impotência sexual. O chá de canela facilita a circulação, a digestão e é antiespasmódico. Alivia as cãimbras e as cólicas. O cedro tem propriedades cicatrizantes é revitalizante de unhas, cabelos quebradiços e pele muito seca. É usado pela dermatologia em geral e para combater doenças respiratórias. 


* O chá de cipreste melhora e tonifica a circulação, descongestionando as veias. O gerânio é utilizado na cura de diabetes e diversas fraquezas orgânicas. Adstringente do sangue, alivia as dores de feridas e queimaduras. 

Plante Ervas, Colha Temperos 

Mesmo que seja fácil comprar ervas de cheiro e de tempero perto de sua casa, elas nunca serão tão frescas e gostosas quanto as que você mesmo plantar. E para cultivo de uma horta de ervas, não é preciso ter um sítio, jardim ou quintal. Basta uma varanda ou peitoril de janela de apartamento que receba sol pela manhã. 

As ervas podem ser semeadas em caixotes, do tipo embalagem de morangos ou uvas, para depois, serem transplantadas, ou diretamente em vasos, com cerca de 30cm de boca. Se tiver um jardim, o plantio poderá ser feito em canteiros. De uma forma ou de outra, plantar ervas em casa não tem apenas uma função prática. Elas serão um enfeite para o jardim ou uma vista agradável na janela ou varanda. E elas não necessitam de muitos cuidados. Porém, não se deve descuidar de regar. Basta algumas semanas após o plantio, para que se tenha suas próprias ervas aromáticas. 

Cuidados Iniciais: 


* Algumas sementes, como as da salsa, cebolinha, coentro e arruda, são facilmente encontradas em lojas que comerciam com plantas. Outras, como estragão, sálvia, tomilho, aneto e cerefólio, são mais difíceis, geralmente importadas. 



* Nesse caso, plante mudinhas, vendidas em embalagens apropriadas, fértil-pote, para serem passadas diretamente para vasos e canteiros. 



* A terra usada para o plantio costuma ser a humosa (preta), misturada a um pouco de adubo curtido. Algumas ervas pedem uma pequena quantidade de barro na preparação de seus solos. 


* Quando colher os temperos para usar, é aconselhável fazer uma poda baixa a dois centímetros da superfície e da terra para que a planta possa brotar novamente. 



* No caso de semear as ervas em caixotes, para depois transplantá-las, eles devem ser forrados com vidro ou plástico e mantidos em lugar úmido e escuro, como por exemplo, debaixo do tanque. 

* Depois de aproximadamente um mês os brotos começam a aparecer. A medida que forem surgindo, deve-se ir retirando a planta da penumbra, até trazê-la para claridade total. Uma planta leva dois meses para atingir a idade adulta. 


* O transplante da muda da sementeira para o vaso deve ser feito com todo o cuidado. A sementeira precisa ter dez centímetros de altura, sendo oito de terra, um de areia e mais um de terra peneirada. 


* Antes de transplantar a muda, no sistema de semeadura, é preciso esperar que ela atinja 10cm de altura, o que leva um mês. 


*Ao transplantar, é importante tirar a muda com um pequeno torrão de terra em volta da raiz. O vaso tem que ser previamente lavado e ter o fundo forrado com cascos de telha de um a dois cm de altura, não menos. 


* Se preferir comprar as mudas nos férteis-potes, basta colocá-las dentro dos vasos e completá-los com terra. 


* Outro sistema de plantio: a muda de galho. Nem todas as ervas se prestam à esse tipo de plantio. Apenas o alecrim, a manjerona ou o orégano e a erva-cidreira podem brotar assim. 


* A rega e a exposição ao sol também são muito importantes para a saúde das ervas aromáticas, que devem receber bastante atenção, já que cada uma delas exige cuidados especiais. A rega em locais de clima quente, é feita duas vezes pela manhã e á tarde, isto é no verão, e no inverno é uma vez por dia. Nos climas mais frios, uma vez por dia, no verão, e em dias alternados, no inverno. 


Agora, as instruções para adubar: todo ano, no começo do equinócio da Primavera ou sempre que a planta se mostrar enfraquecida, dê uma remexida na terra e acrescente um adubo, que pode ser animal, vegetal ou químico, diluído em água. Nesse caso, siga as instruções da embalagem. 

* A salsa começa a ser semeada no começo do equinócio da primavera, em terra preta adubada, misturada a um pouco de barro. Ela se dá bem quando apanha sol pela manhã. Em princípio, deve-se regar uma vez por dia, mas em geral, siga as instruções dadas acima. 


* A salsa-crespa é plantada no equinócio da primavera, com terra comum adubada e um pouco de barro, exigindo sol. 


* A época do plantio de alecrim é o equinócio de outono, semeado em terra preta, precisa de sol. 

* O aneto deve ser plantado no equinócio da primavera, semeado com terra comum, também pede sol. 

* A camomila tem sua época de plantio no começo do equinócio da primavera ou fim do equinócio de outono. Exige terra adubada, sol e sombra parcial. 


* O cerefólio é plantado no começo do equinócio da primavera, com terra comum e sombra parcial. 

* Cominho: também no equinócio da primavera, com terra comume adubada e sol. 

* Coentro: no equinócio de outono, com terra comum, muito sol e céu aberto. Propaga-se por sementes. 

* A hortelã deve ser plantada no equinócio da primavera com terra comum e sombra. 

* Manjericão: também no equinócio da primavera, com terra comum adubada. Propaga-se através de mudas. Deve ser conservado, como demais temperos, na sombra, até crescer. Quando alcançar 10 cm, pode ser exposto ao sol. Suas folhas são colhidas até o momento em que a planta entra em floração, pois com as flores abertas, perde muito de seu aroma. O manjericão é uma erva de muitas variedades: basílico, alfavaca ou manjerico são algumas das espécies dessa planta aromática. As diferenças estão na maior ou menos intensidade do aroma. 

* A manjerona e o orégano tem seu plantio no equinócio da primavera e equinócio de outono. com o mesmo tipo de terra, e também precisa de sol. 


* É muito fácil cultivar sálvia, plantada no equinócio da primavera e do outono, com terra adubada e sol. É erva que cresce sem dificuldade em vasos de cerâmica, com cerca de 30cm de boca ou em canteiros. Não esuqeça de regar. 


* O tomilho deve também ser plantado no equinócio da primavera ou de outono, com terra comum adubada e sol. 


* Planta-se segurelha no equinócio da primavera também, com terra comum adubada e sol. 

* A erva-cidreira tem seu plantio no equinócio da primavera, com terra preta adubada e sol. 

* Estragão: também no equinócio da primavera, com terra preta adubada e sombra parcial. 

* Funcho: no equinócio da primavera, com terra comum adubada e sol. 

*O plantio da cebolinha é feito no começo do equinócio da primavera, em terra preta adubada, gosta de sol. Os conselhos dados para a salsa, com relação à rega, servem também para a cebolinha. 

Nemezis

Nenhum comentário:

Postar um comentário