quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Planos X Dimensões


 O que são planos? Plano é um estágio. É muito comum pessoas confundirem planos com dimensões, são coisas totalmente distintas.

Planos são estágios em que nos encontramos, hoje por exemplo, estamos em um plano material, não que nosso plano seja o plano mais materialista, mas esse será um assunto futuro.

O plano é um estágio  de uma evolução, ou seja cada evolução tem vários planos e  cada plano tem sua importância para a evolução, portanto, estamos em algum plano para dar prosseguimento a nossa evolução. Assim como os espíritas defendem o plano espiritual em uma pós-morte, eles não estão errados, existe sim o plano espiritual e suas sub divisões, mas como também existem muitos planos.

Um plano defini-se em um lugar no qual estamos consciente ou inconscientemente fazendo um agregado a nossa raiz evolutiva, pode parecer um pouco complexa essa afirmação, mas não é tão difícil compreender. Por exemplo, imagine que, como dizem os espíritas, exista o plano espiritual, e que seja possível estarmos nos dois planos ao mesmo tempo, e que nós estamos hoje aqui no plano material e no plano espiritual estamos somente inconscientemente e que seja necessário para nossa evolução tal paridade . E acreditem que isso é possível, pois muitas evoluções em nosso convívio diário acontecem dessa maneira, nem sempre nós temos sensibilidade para notarmos tal similaridade.

Um ser pode ter evolução dentro de uma outra evolução. Como seria possível tal coisa?

Vamos em primeiro lugar aqui esclarecer que como há a existência do plano espiritual existem muitos outros planos, milhares,  planos nos quais a densidade modifica-se drasticamente. Densidade é somente uma variação de nossa massa, no plano espiritual também temos uma espécie de massa, o que se torna palpável do ponto de vista daquele plano.

Respondendo a pergunta, então, digamos que alguém tem sua evolução fixada e totalmente vinculada a um determinado plano, e que para tal evolução prosseguir seja necessário ela “viver” em outro plano em conjunto com seu plano de origem. Daí é que se torna possível uma evolução dentro de outra. Essa afirmação contraria e muito os preceitos espíritas, essa idéia de dualidade foge as regras de tal religião. Segue agora um texto em resumo de preceitos e crenças espíritas de linha de Allan Kardec, e logo a seguir o discutiremos:

 

 

Visão Espiritual Perante as Leis Kardecistas

 

Para os praticantes da religião espírita os preceitos de eternidade condicionam-se na vida espiritual. Isto é, após o desencarne a criatura retoma suas atividades de espírito que é por essência.

Há condições que estabelecem o plano onde esse espírito pode atuar após seu desencarne, essas condições seguem rigorosamente os preceitos terrenos de bem e mau, e englobam desde a justiça divina até as próprias condições perispirituais do desencarnado, envolvendo também sua atuação na terra em sua última oportunidade de evolução, que seria sua última encarnação.

Peguemos como exemplo uma pessoa encarnada, de boa índole, que tenha uma religião (preferencialmente o espiritismo), família constituída, trabalhe para seu sustento e o sustento dos seus, tendo como pecado as tribulações do cotidiano que a deixem nervosa, causa essa de algumas pequenas agressões íntimas e para com algumas pessoas próximas. Pessoa essa que tenha seus arrependimentos, mas suas verdadeiras angustias trabalhem remoídas dentro de si mesma.

A criatura do exemplo a cima seria um espírito que teria condições após o desencarne de se elucidar, ou seja, conscientizar-se da morte do corpo, e ser orientada pelos (mensageiros) espíritos evoluídos afins, ou parentes desencarnados, levada para algum hospital ou posto de socorro onde possa desprender-se dos hábitos alimentares e fisiológicos, até retomar seu trabalho espiritual, que seria uma continuação de sua vida de maneira caridosa e devotada aos outros espíritos ou pessoas encarnadas, isso aconteceria até seu próximo reencarne, ou continuação de sua evolução como espírito. Esse seria o retrato de uma pessoa próspera. Servidão e devoção.

Vejamos agora um viciado em quaisquer tipos de drogas, seja bebida, cigarro, alimentação excessiva... Ainda que de boa índole seria cobrada ao desencarnar por práticas suicidas ou pela perda da oportunidade de evolução, ou seja uma encarnação perdida. Perante a visão espírita uma pessoa com estes antecedentes ao desencarnar provavelmente, demoraria mais tempo para assimilar sua condição de desencarnado, principalmente se viciado em alucinógenos porque seria remetido a lugares ou planos de pessoas afins, que continuam no êxtase da droga mesmo depois de longo tempo desencarnadas. Então somente após seu arrependimento sincero, poderá merecer a dádiva do perdão (de si mesma), e das pessoas a quais supostamente fez mal. Desta maneira poderá ser resgatada, pelos bons espíritos e levada para postos de socorro onde se livraria dos desejos carnais, drogas, hábitos alimentares e fisiológicos.

Certamente poderíamos avaliar um número enorme de exemplos, mesmo porque cada caso é um caso em particular. É apenas importante citar que esse lugar para onde vão as pessoas de má índole, ou qualquer pessoa que infrinja as leis dos homens ou de Deus seria chamado por muitos de inferno, que para os espíritas é o umbral, e segundo alguns livros psicografados, é um lugar escuro, frio, lodoso, onde se ouvem gritos agonizantes, e dificilmente há comunicação entre os residentes do mesmo, devido a falta de lucidez, remorso , dores íntimas e carga energética do próprio local. Todos os espíritos umbralinos continuam tendo as mesmas sensações  e necessidades de quando encarnados, chagas e enfermidades do corpo físico. Esses desencarnados são impossibilitados de sair do umbral, porque há outros desencarnados que os trazem de volta, e podem usar de qualquer artifício para mate-los lá dentro, amarrar, algemar, muitos apanham, estes seriam os espíritos afins, que já desencarnados há muito tempo são hábeis na arte da maldade e muitos lideram grupos de espíritos de menos poder, os chamados encostos, cultuam monstruosidades, vampirizam energias de encarnados, enfim, são devotados para as artes do mal. Um espírito residente no umbral, é incapaz de ver ou sentir um espírito evoluído, mesmo que este o tente ajudar, isto pela freqüência energética, dessa maneira os mensageiros que entram no umbral para tirar um irmão arrependido, não são notados, exceto por alguns líderes umbralinos, que na maioria das vezes não se aproximam, o que não é regra.

Para que um espírito saia do umbral é necessário um arrependimento sincero das atitudes que o carregaram para lá, o que o pode ajudar muito são as preces de amigos e parentes, independente da posição de encarnados ou desencarnados, porque suas vibrações amenizam o sofrimento daqueles agonizantes, mesmo sem que eles compreendam como, desse modo as falanges de espíritos que trabalham na tarefa do resgate podem leva-los para lugares de paz onde possam continuar caminhando dentro da evolução ascendente do espiritismo.

 

 

Fica claro que o espiritismo segue preceitos onde priorizam a harmonia divina como aqui já tratamos. Os espíritas citam as subdivisões do plano espiritual, porém esse ponto de vista somente não é aceito por eles.

Perceba que existe um plano de sofrimento, outro plano de “pronto socorro”, um plano de evolução. Esses planos são planos independentes, porém interligados e participativos em uma evolução espiritual. E é possível que alguém tenha que se desprender  sua consciência de plano espiritual e tomar consciência em outro plano para prosseguir sua evolução, mas a sua essência permanecerá no plano espiritual, ou seja no seu plano de origem. Mas como isso pode acontecer do plano espiritual para outro plano, também pode acontecer de outros planos para qualquer plano.

Temos que nos conscientizar que somos cercados por planos,  onde as freqüências são imperceptíveis a nós seres humanos. Planos existem muitos, mas temos pouca consciência deles, e o plano espiritual seria um dos mais grosseiros, se assim me permitem dizer, pois é um plano que ainda muitos de nós tem consciência e contato.

Existem planos que interagem com o tempo e espaço de maneira totalmente fora de nossa concepção. Planos que definem linhas evolutivas, que interagem e fazem interface com linhas evolutivas, e planos que nunca se “contaminam” com outras linhas evolutivas.

Alguns de nós hoje passamos por aqui mas não  somos todos de uma linha evolutiva em comum, nós temos propósitos diferentes, e evolução que dificilmente coincidem, hoje cruzamos por aqui , mas é mera coincidência, ou não. Temos evolução, e evoluir é na verdade nosso único interesse.

Para atingir tal objetivo, seguiremos por caminhos por vezes árduos, mas que passarão por muitos planos diferentes dependendo de nossa origem evolutiva e propósito evolutivos. Seguiremos linhas e planos diferentes conforme surgirem às necessidades para serem agregadas à nossa evolução, mas nunca fugiremos de nosso plano-origem , para onde sempre voltaremos a cada  pré-evolução.

Temos uma sentença a cumprir, onde a cada evolução nossos objetivos serão mais sublimes, porém sem paradigmas. Por exemplo um homem pode morrer e reencarnar cachorro? Sim, se nessa sua evolução ele tiver que “aprender” a fidelidade. Porém ele não reencarna com a mesma alma, ele participará de uma coletividade espiritual aonde somente uma parte dele viria de tal forma, e o restante permaneceria no seu plano de origem. Perceba que não estou afirmando que um espectro retroceda, e sim que ele participará de uma coletividade aonde a energia iria conduzi-lo para que tal evolução seja agregada ao  processo evolutivo.

Nemezis

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